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Expedição técnica da Tradição aos Estados Unidos

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Durante uma semana, 18 pessoas, entre cooperados, colaboradores e parceiros da Cooperativa Agroindustrial Tradição, participaram de uma expedição técnica pelos Estados Unidos, em uma imersão na agricultura, no cooperativismo e nas tecnologias utilizadas pelo agronegócio norte-americano.

A viagem teve como principal objetivo aproximar os cooperados de novas tecnologias, conhecimentos e experiências, proporcionando contato direto com profissionais, pesquisadores, produtores rurais e empresas ligadas ao agronegócio.

A programação incluiu visitas à Iowa State University, propriedades rurais, uma cooperativa americana, ao centro de pesquisa da Corteva e à Farm Progress Show 2026, uma das maiores feiras do agronegócio mundial. O grupo também esteve em Chicago, onde conheceu pontos ligados ao mercado financeiro e à comercialização de commodities.

Conhecimento para comparar realidades

Entre as experiências que marcaram a viagem esteve a visita à Iowa State University. Para o cooperado Vinicius Camargo, da unidade de Candói, a oportunidade possibilitou conhecer mais de perto a realidade da agricultura norte-americana e estabelecer comparações com o cenário brasileiro. “Participamos de palestras com professores da universidade e também tivemos a oportunidade de conversar com uma doutoranda brasileira, que nos apresentou a realidade do estado e da agricultura nos Estados Unidos. Isso nos permitiu fazer uma comparação com aquilo que vivemos no Brasil”, explica.

Produtividade em diferentes escalas

A troca de experiências também esteve presente nas visitas às propriedades rurais. Segundo o cooperado Felipe Zolett, de Pato Branco, a organização e o nível de automação chamaram a atenção. “Nas fazendas que visitamos, percebemos muita organização e como os processos funcionam de forma automatizada. Foi uma experiência muito importante para conhecer outras formas de produzir”, avalia.

Para o cooperado Sérgio Teixeira, de Guarapuava, outro destaque foi justamente o cuidado observado nas propriedades e nos equipamentos. “Fiquei impressionado com o capricho nas propriedades, nos maquinários e também com a organização das pessoas. A produtividade é alta e acredito que eles estão no caminho certo”, afirma.

As propriedades rurais visitadas também permitiram ao grupo observar modelos de produção em diferentes atividades. Na pecuária leiteira, o cooperado Hercules Martins, de Candói, destacou a visita em uma propriedade campeã americana em produtividade de leite e o processo de sucessão familiar observado em uma das propriedades. “O que mais chamou a atenção foi ver uma propriedade trabalhando em família, que já passou por um processo de sucessão e agora se prepara para outro. Eles têm uma produtividade muito alta, trabalham em grande escala e também produzem os grãos que utilizam na alimentação dos animais dentro da própria propriedade”, relata.

Segundo ele, a experiência também mostrou como a integração entre a produção de grãos e a pecuária pode contribuir para a eficiência do sistema produtivo.

Cooperativismo na prática

A visita a uma cooperativa americana também proporcionou ao grupo a oportunidade de conhecer de perto os processos de recebimento, armazenagem e exportação da produção agrícola.

Para o cooperado Ricardo Koprovski, de Pato Branco, a experiência permitiu estabelecer uma comparação com a estrutura da Tradição. “Viemos conhecer o processo de recebimento, armazenagem e exportação dos produtos que recebem dos agricultores. Pudemos comparar com as estruturas que temos no Brasil, na nossa cooperativa, e verificamos que a nossa cooperativa está entregando uma qualidade superior de armazenagem e organização. Nesta visita conseguimos visualizar o quanto estamos evoluindo”, destaca.

Ele também chamou a atenção para a eficiência logística da cooperativa visitada, especialmente pela presença da ferrovia próxima à estrutura, facilitando o escoamento da produção.

Para o presidente da Tradição, Julinho Tonus, a experiência reforçou a importância do cooperativismo também fora do Brasil. “Foi uma excursão de trabalho extremamente positiva no quesito conhecimento. Visitamos universidades, feira, propriedades rurais, estação de pesquisa da Corteva, e isso proporcionou uma imersão muito interessante para os cooperados. A visita à cooperativa chamou muito a atenção e mostrou a força do cooperativismo aqui nos Estados Unidos também. Saio dessa visita ainda mais apaixonado pelo cooperativismo”, ressalta.

Pesquisa e tecnologia no campo

A programação também incluiu uma visita ao centro de pesquisa da Corteva, empresa parceira da Tradição no Brasil. O contato permitiu aos cooperados conhecer de perto o trabalho de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o agronegócio.

“Ficamos muito felizes de termos a Corteva como nossa parceira no Brasil, porque pudemos verificar o quanto eles estão avançados nas pesquisas. Muitos desses produtos e tecnologias logo chegarão ao Brasil”, destaca Julinho Tonus.

Farm Progress Show reúne tecnologia e inovação

Outro momento de destaque foi a participação na Farm Progress Show 2026, onde os cooperados puderam conhecer máquinas, equipamentos e tecnologias que estão sendo desenvolvidas para o agronegócio.

Leonardo Viniarski, cooperado de Clevelândia, destacou a infraestrutura da feira e a possibilidade de acompanhar demonstrações em campo, o que, segundo ele, torna a experiência ainda mais interessante. “Tem muitas inovações diferentes. Por exemplo, a John Deere tem um protótipo de um trator movido a etanol, que é algo que poderia ser utilizado no Brasil com o crescimento do etanol feito a partir do milho”, destaca o cooperado.

Para o cooperado João Antonio Brocco, de Pato Branco, a visita à John Deere foi especialmente significativa. “A gente a vida toda trabalhou com essa marca e estar aqui, conhecendo toda a história e vendo as máquinas de última geração, aquilo que há de mais novo em tecnologia no mercado, é muito interessante”, comenta.

A feira proporcionou contato direto com novidades em mecanização, agricultura de precisão e automação, permitindo aos participantes acompanhar tendências que devem influenciar o futuro da produção agrícola.

Tecnologia também na aplicação

A expedição também incluiu uma visita à TeeJet Technologies, empresa americana fabricante de bicos e tecnologias para pulverização. Para o cooperado Alberto Cavalli, de Mangueirinha, a oportunidade foi importante para a atualização e a troca de informações e conhecimentos. “Praticamente 90% do sucesso de uma produtividade é consequência das aplicações. A qualidade da aplicação está muito relacionada à tecnologia utilizada. É impressionante visitar os laboratórios e ver a fabricação dos bicos. É uma satisfação poder fazer essas viagens e conhecer um laboratório que fabrica o bico que utilizamos para aplicar no nosso dia a dia”, relata.

Uma semana de aprendizado e novas perspectivas

Para o cooperado Ademir Hoinask Filho, de Mangueirinha, a viagem foi produtiva tanto do ponto de vista técnico quanto comercial. Ao longo da expedição, o grupo teve contato com diferentes modelos de produção, tecnologias, sistemas de pesquisa, logística e comercialização, ampliando a visão sobre o agronegócio norte-americano e as oportunidades para o setor.

Mais do que conhecer novas tecnologias, a viagem proporcionou aos cooperados a oportunidade de observar outras realidades, comparar modelos de produção e trazer novos conhecimentos para sua atividade e para o cooperativismo.

O presidente Julinho encerra a visita destacando que iniciativas como essa fazem parte do compromisso da Tradição de aproximar os cooperados de experiências que contribuam para seu desenvolvimento e para a evolução da própria cooperativa. “Conhecer novas realidades, trocar experiências e trazer conhecimento para casa. Essa é a essência das expedições técnicas promovidas pela Tradição”, finaliza.

Imersão na cultura americana

Durante uma semana, os participantes também tiveram uma imersão na cultura americana, percorrendo uma região importante do cinturão do agronegócio dos Estados Unidos.

Em Chicago, o grupo conheceu a bolsa de valores, um dos principais centros de referência para a comercialização de commodities agrícolas e formação de preços no mercado internacional.

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