A Cooperativa Agroindustrial Tradição deu mais um passo estratégico no aprimoramento de seus processos ao iniciar a implementação da metodologia FMEA (Failure Mode and Effect Analysis - Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos). Focada na prevenção de falhas e na melhoria contínua da eficiência operacional, a iniciativa reuniu lideranças e técnicos no auditório da cooperativa para capacitação na ferramenta reconhecida globalmente.
Criada originalmente para atender a rigorosos padrões internacionais, como os da NASA e das Forças Armadas dos Estados Unidos, a metodologia FMEA é aplicada por grandes multinacionais e chega como uma inovação para o setor cooperativista no estado do Paraná.
Foco na Prevenção e na Confiabilidade Operacional
A ferramenta atua na análise detalhada de equipamentos, processos e procedimentos antes que eventuais problemas aconteçam. Segundo o instrutor do curso Marc de Moraes, o objetivo é mapear pontos críticos permitindo a criação de planos de ação preventivos e manuais de instrução mais precisos.
Segundo o gerente de manutenção da Tradição, Rafael Parenti, a adoção do FMEA trará ganhos significativos para os processos da Tradição. "A ferramenta tem como objetivo analisar os possíveis erros de processos antes mesmo que eles aconteçam. É uma metodologia essencial para mitigar qualquer falha futura, garantindo 100% de confiabilidade e elevando nosso padrão de gestão," destaca ele, complementando que nenhum procedimento operacional ou industrial deveria ser criado sem o FMEA por trás. “Ele é a base que estrutura a prevenção de paradas não programadas e perdas de produção, garantindo maior assertividade e qualidade do produto final," reforçam os técnicos responsáveis”.
Abrangência e Visão de Futuro
O processo de implementação da ferramenta é um projeto de médio a longo prazo, com previsão de consolidação entre 3 e 5 anos, englobando etapas de treinamento, escolha de ativos prioritários, padronização e aculturamento das equipes.
Nesta fase inicial, participam do treinamento os profissionais estratégicos da Indústria de Óleo e Farelo de Soja, do Moinho de Trigo, da Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) e do setor de Tecnologia da Informação (TI).
O coordenador de manutenção da UBS, Alisson Daniel dos Santos, avalia o impacto da capacitação para o futuro da cooperativa. "Vejo esse treinamento como uma elevação do nosso nível de manutenção para um padrão global. Quando começamos a esmiuçar a ferramenta, percebemos que podemos aplicá-la em processos, equipamentos e procedimentos, blindando toda a gestão de ativos. Isso nos previne para o momento em que os desafios surgirem, aproximando a Tradição do mais alto nível de industrialização”, finaliza ele.