No dia 25 de julho, quando se celebra o Dia do Motorista, a história de Edemar Guerino Luzzatto, de 62 anos, representa milhares de profissionais que fazem do volante seu ofício e sua missão. Com quatro décadas de atuação no transporte rodoviário, Edemar acumulou experiências, superou desafios e acompanhou de perto a transformação do setor logístico no país.
Natural do Sudoeste do Paraná, ele começou sua trajetória ainda jovem, inspirado por familiares. Aprendi a dirigir com 17 anos, observando meus irmãos e um tio que já trabalhavam com caminhão. Depois que saí do exército, entrei de vez na profissão, conta.
Durante boa parte da carreira, Edemar dividiu a cabine com a esposa, Jacinta Bortolini Luzzatto. Juntos, percorreram rodovias de diferentes estados transportando grãos, frutas e outros alimentos que abastecem o dia a dia das famílias brasileiras. Hoje se fala mais em saúde, bem-estar e segurança, mas o essencial continua sendo respeitar as leis de trânsito e manter o veículo em boas condições. O motorista precisa estar preparado física e emocionalmente para o que a estrada exige, observa.
Cooperativismo que garante estabilidade
Atualmente, Edemar transporta grãos pelas estradas do Brasil e é cooperado da Cooperativa de Transportes Bom Retiro (Transcooper), vínculo que trouxe mais segurança à sua rotina profissional. Como autônomo, as despesas continuam, mas a renda pode variar muito. A cooperativa nos dá mais tranquilidade: toda sexta-feira, entregamos os comprovantes dos fretes, e o pagamento entra direto na conta, relata.
Segundo ele, sem esse suporte, a atividade se tornaria inviável. Tem época que os fretes diminuem bastante. A Transcooper garante uma certa regularidade, o que nos permite planejar melhor e seguir na profissão com mais estabilidade, enfatiza Edemar.
Mudanças nas estradas
Com quatro décadas de estrada, Edemar viu de perto o crescimento do tráfego e os riscos associados. Hoje tem muito mais veículos nas rodovias. Nunca me envolvi em acidente, mas é preciso atenção redobrada. Vemos muitos abusos como ultrapassagens perigosas, excesso de velocidade. Isso desanima, mas faz parte da realidade.
Ele também reconhece avanços na infraestrutura, mas aponta a necessidade de melhorias contínuas. As rodovias estão melhores, sim, mas ainda falta muita coisa. É preciso mais faixas duplas e espaços adequados para descanso, com estrutura básica para higiene.
Para quem quer seguir o mesmo caminho
Edemar encerra a conversa com um recado para quem está começando na profissão. Para quem tem vontade de trabalhar com caminhão, o primeiro passo é gostar. Depois, ir com calma. No trânsito não pode ter pressa. É preciso ser humilde para aprender, ter consciência do que está fazendo e, principalmente, amar a profissão. Aí tudo dá certo.
Neste Dia do Motorista, a história de Edemar é mais que uma homenagem. É o retrato de uma jornada construída com coragem, responsabilidade e compromisso, valores que seguem movendo o país, quilômetro após quilômetro.